O que fazer em Florença: atrações imperdíveis em roteiro para 3, 4 ou 5 dias 7



No post de hoje mostro nosso roteiro de 5  dias pela cidade de Florença e região da Toscana, incluindo passeios bate e volta até Siena, San Gimignano e Pisa. Vou detalhar o roteiro com fotos dos principais pontos turísticos visitados, mostrar onde comer barato na cidade, onde se hospedar, como chegar e links para os sites oficiais das top atrações, para você montar seu próprio roteiro com aquilo que mais lhe interessa e aproveitar ao máximo seu passeio.

Lindo por do sol em Florença – vista do rio Arno e Ponte Vecchio, Santa Trinita e Alla Carraia

Lindo por do sol em Florença – vista do rio Arno e Ponte Vecchio, Santa Trinita e Alla Carraia

O que ver e fazer em Florença em 2 ou 3 dias

No primeiro dia em Florença, nossa dica é: comece com um passeio leve, uma caminhada pelo centro histórico. Considere que você acaba de chegar na cidade, então a ideia é se ambientar ao lugar. Florença é um museu a céu aberto, então para onde quer que você ande, descobrirá algo para apreciar.

No nosso caso, como nosso hotel era muito bem localizado, ficava a menos de 500 metros das principais atrações turísticas, deixamos nossa malas e fomos explorar a pé os arredores. Após dois quarteirões, nos deparamos com o Duomo (ou Cathedral of Santa Maria del Fiore) e a Torre de Giotto. 

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Duomo de Florença

O Duomo de florença

O Duomo foi construído entre os século XII e XIV, sobre as ruínas de uma  antiga igreja romana (Santa Reparata). Seu tamanho e arquitetura são impressionantes por fora. A visitação interna é gratuita, porém não é permitido fotografar o interior da igreja, um alto falante fica a todo tempo repetindo “no pictures please”. Também não é permitido entrar de shorts e saias curtas, fica um fiscal na porta verificando as roupas de quem entra.

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No interior, gostamos da cúpula do Duomo, pintada no final do século XVI. Já o restante da igreja é um pouco sem graça por dentro, sendo mais bonita por fora mesmo. Neste ponto, o interior do Duomo de Siena é muito, mas muito mais bonito do que o de Florença.

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Ao lado do Duomo fica a Torre de Giotto, e em frente, o Batistero di San Giovanni, mas este último estava em reforma e por isso não entramos. Todos os três atrativos turísticos são Patrimônio Mundial da Unesco. É possível subir na torre, a visa lá de cima é muito legal, mas deixamos esta atividade para para o segundo dia de passeio – olha só a fila para subir neste dia:

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E a Torre de Giotto:

A Torre de Giotto

A Torre de Giotto

Seguimos caminhando, e 200 metros a frente paramos na Piazza della Repubblica:

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Pausa para um gelato italiano?! Olha o tamanho destes sorvetes!!

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Mais à frente, nos deparemos com esta bela cena, uma artista pintava no chão da rua sua versão do quadro “La Fornarina”, de Raphael, originalmente pintado em 1520:

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… 300 metros a frente, chegamos a outro importante ponto de interesse em Florença, a Piazza della Signoria, idealizada como um museu ao céu aberto já no século 14. Como podem ver, esse roteiro é bem tranquilo de fazer, as top atrações ficam praticamente uma do lado da outra, super sossegado para uma caminhada de meio período. Detalhe, nós estávamos em maio, então os dias já começam a ficar mais longos, e o por do sol acontece apenas às 20:30h.

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O prédio com a torre na foto é o Palazzo Vecchio. Durante um breve período do século XVI, ele foi residência da dinastia Médici. Adquiriu esse nome depois que a família Medici se mudou daí para Palazzo Pitti, do outro lado do rio Arno. Virou então o palácio velho! Atualmente é a sede da prefeitura de Florença:

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Na foto acima, repare na escultura da esquerda: é a fonte de Netuno, ela foi feita para o casamento de um Medici com Joanna da Áustria, filha do rei da Boehmia e Hungria. Uma curiosidade: porque Netuno? para simbolizar a supremacia de Florença nos mares! E no lugar do rosto de Netuno o artista colocou o rosto do marido!

Vejam agora a Piazza della Signoria em 1498, durante a queima na fogueira do frade Girolamo Savonarola:

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Fonte: Wikipedia

Impressionante, já estava tudo ali 500 anos atrás! Reparem, à esquerda na pintura, dá para ver um pedacinho do Duomo, e à  direita, vemos os famosos arcos da Loggia dei Lanzi – construídos no século XIV, estão lá até hoje. Estes arcos foram concebidos para exibir a “céu aberto”  algumas obras dos artistas renascentistas da época.

Estão presentes na Piazza della Signoria algumas esculturas famosas, já falei da fonte de Netuno, tem também uma réplica do Davi de Michelangelo, bem na entrada do Palazzo Vechio. O original do Davi está em Florença mesmo, em um dos maiores museus da cidade: o Galeria da Academia. Para informações como horários de abertura, preço dos ingressos, etc,  clique aqui.

Outra escultura que gostamos na praça foi esta aqui, de Hércules e Cacus:

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Foi esculpida entre 1525-1534, e mais uma vez contratada pelos Médici, para simbolizar seu retorno ao poder em Florença, derrotando os republicanos. Enquanto o David representa a supremacia do espírito, Hércules é supremacia do corpo. O que é que não pertenceu aos Médici nesta cidade?

Aqui gostaria de fazer um parêntesis: há um estudo digno de nota sobre a mobilidade social em Florença, ao longo últimos 6 séculos. Dois economistas, Guglielmo Barone e Sauro Mocetti, compararam as declarações de renda dos maiores pagadores de impostos, identificados pelo sobrenome, em 2011 e 1427. E adivinha? São os mesmos sobrenomes! As mesmas famílias permanecerem no topo da pirâmide social por 600 anos. Consegue adivinhar o nome de uma delas? começa com M….

Voltando ao passeio, em baixo dos arcos de Loggia dei Lanzi, gostamos do Perseus com a cabeça da Meduza, feita em 1545 pelo artista renascentista Benvenuto Cellini, natural de Florença. É uma réplica, o original está em Roma.

Perseus com a cabeça da Meduza exposto no Loggia dei Lanzi

Perseus com a cabeça da Meduza exposto no Loggia dei Lanzi

Da Piazza della Signoria, seguimos pela rua Piazzale degli Uffizi. Ali, mais um artista de rua pintava o rosto de alguns turistas, cena que vimos bastante por Florença:

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Esta rua é bem famosa porque nela fica o outro grande museu de Florença: a Galeria degli Uffizi. Este é um dos museus mais antigos da Europa. Foi encomendado em 1560 por quem? um Medici, para concentrar todos os magistrados da cidade em um único lugar, e facilitar a administração da cidade, elevada ao status de potência na Toscana após a conquista da cidade de Siena. Para mais informações sobre preço dos tickets, dias e horários de abertura, acesse o site oficial aqui.

Por estes lados da cidade você verá Florença como um grande museu a céu aberto. Mas ao explorar ruas menos turísticas, tivemos a impressão de uma cidade decadente. Exceto pelos prédios de grande importância histórica, como estes que estamos mostrando (e que recebem frequentes trabalhos de restauração), vimos muitas casas com um ar decadente e de abandono: paredes rachadas, pintura velha e janelas de madeira apodrecidas.

Continuando nossa caminhada pela “rua da administração Medici”, digo, Piazzale degli Uffizi, nos chamou a atenção as esculturas de Maquiavel e Dante Allighieri:

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Ao fim da rua, o rio Arno e a famosa Ponte Vechio, outra importante atração turística de Florença e também Patrimônio da Unesco:

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Nosso primeiro dia de ambientação a cidade terminou aqui. No segundo dia de passeio, escolhemos ir até a torre de Giotto, o mercado central e a Piazzale Michelangelo, para assistir ao por do sol. Vamos a elas (marquei todas em um mapa ao final deste post):

Florença, vista do alto da Torre de Giotto é assim:

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O Duomo visto da Torre de Giotto:

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Reparem que há um mirante no topo da cúpula do Duomo:

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A praça da República, aquela que passamos a pé no dia anterior:

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A Piazzale Michelangelo ao fundo, aquela “linha branca” no meio da colina verde. De lá se tem uma linda vista do por do sol (mostro em detalhes adiante):

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A estação de trem Santa Maria Novella e a igreja de mesmo nome ao seu lado:

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O Palazzo Vechio visto de uma das janelas internas da Torre de Giotto:

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A torre de Giotto a noite:

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Outro lugar que é bem legal de visitar é o Mercado Central de Florença – não só pelo passeio, mas também para comer:

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No andar de baixo fica o mercado propriamente dito:

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O corte da famosa bisteca Fiorentina, o “T-bone” (prato delicioso que comemos em Siena – veja aqui):

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Carne de javali, um pouco mais barata:

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A Erika comprou um saquinho de macarrão com as cores da bandeira da Itália, para trazer para seu pai – nós carregamos o macarrão a viagem toda pela Europa, e por incrível que pareça, ele chegou intacto, são e salvo a São Paulo!

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Ao lado do Mercado Central fica o Mercato di San Lorenzo, uma boa opção para quem quer comprar objetos de couro, como jaquetas, bolsas, carteiras, etc.

Outro lugar muito legal para ir ao entardecer é a Piazzale Michelangelo. Essa praça fica em uma colina do outro lado do rio Arno. Por estar mais alta que o centro histórico, oferece uma bela vista da cidade de Florença. Nós fomos lá conferir o por do sol na cidade.

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Para chegar, pegue o ônibus 13. Nós o pegamos bem em frente da estação de trem Santa Maria Novella. Para mais informações sobre a rota e horários da linha 13, consulte o site oficial da afaf clicando aqui. Como fomos no final da tarde, a piazzale Michelangelo estava bem cheia, mas como é grande, achamos um lugar sem maior dificuldade para apreciar a vista. O local mais disputado são as escadarias da praça:

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A vista de Florença ao entardecer é simplesmente espetacular. Confira:

O rio Arno, ponte Vecchio e a cúpula da igreja Santa Maria del Carmine (à esquerda):

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A torre de Giotto e o imponente Duomo de Florença:

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A Basilica di Santo Spirito e os famosos ciprestes da Toscana:

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Ponte Vecchio:

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Onde comer em Florença

Uma coisa que gostamos na Itália, em relação à outros países na Europa, foi a comida, boa e barata. E Florença não foge a regra. No primeiro restaurante que comemos, o Le Antiche Carroze, gastamos um pouco mais, mas mesmo assim o preço foi bom: 16 euros por pessoa, com entrada, bebidas e prato principal (um nhoque delicioso):

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Outro que experimentamos foi o restaurante Alle Griglia, preço ainda mais barato: risotto de entrada + salmão de prato principal + água: tudo 11 euros, excelente! Vejam o cardápio, com todas as opções de entrada (que eles chamam de primi piatti) e prato principal (secondi piatti):

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Também beliscamos alguns aperitivos no Hard Rock Café, que segue o padrão dos demais restaurantes da rede:

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Agora um outro lugar, que além de barato para comer é também muito legal para passear é o Mercado Central de Florença. O andar de baixo já mostrei, fica o mercado propriamente dito, e no andar de cima, fica uma praça gigante de alimentação para todos os gostos. Há várias opções, a partir de 5 euros:

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As opções eram tantas que comemos duas vezes! Primeiro uma pizza neste restaurante aqui:

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… e depois um hambúrguer (!), neste outro aqui:

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e é claro, um genuíno gelato italiano de sobremesa!!

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Tem mais tempo? Roteiro para 3,  4 ou 5 dias em Florença:

Se tiver mais tempo em Florença, considere fazer alguns passeios bate e volta. Nós fomos a Siena, San Gimignano e Pisa. Para ver o roteiro completo de cada um desses passeios, clique nos links abaixo:

Para Siena e San Gimignano, considere um dia inteiro de passeio. Já o bate e volta a Pisa dá para fazer em meio dia de passeio.

Ou então pode pegar um desses dias e visitar os dois principais museus da cidade:

Onde ficar, onde se hospedar em Florença

A maioria dos restaurantes e atrações turísticas estão localizados no centro histórico, então procure se hospedar nesta região. Nós escolhemos um hotel da Rede Accor, o hotel Cerretani Firenze Mgallery by Sofitel:

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Apesar da localização do hotel ser excelente, não gostamos e não recomendamos: o quarto tinha um cheiro muito forte de mofo, o carpete era velho, e não só o quarto, mas todo o hotel, os corredores, tudo cheirava mofo. A Erika chegou a ficar ruim da garganta.

Outro ponto negativo eram os pernilongos, que não é um problema específico do hotel, mas de toda Florença no verão. Porém, o cheiro de mofo agravava o problema: para respirar, deixávamos a janela aberta. O preço do ar puro era ficar cheio de picadas de pernilongo!

Escolhemos este hotel por pertencer a Rede Accor, que já conhecíamos pelo bom padrão da rede, e também porque tínhamos pontos Multiplus e iríamos convertê-los em pontos Le club para pagar integralmente nossa estadia – se quiser saber como converter consulte esta nossa matéria aqui.

O mofo foi um problema grave porque atrapalhava cada segundo que passávamos ali: o cheiro é insuportável, afeta a sua garganta, e a primeira coisa que você quer é sair dali e a última é voltar, quando deveria ser o contrário. Nunca ficamos tão mal hospedados em um hotel da rede Accor. Ele precisa urgente de uma reforma, e não recomendamos.

Qual a melhor época para visitar Florença

Quando ir para Florença? Os melhores meses para se visitar Florença são: maio, junho, setembro e outubro. Nós fomos em maio. As temperaturas são mais agradáveis, você evita o frio do inverno, de novembro a março, e o calor insuportável do verão, em julho e agosto. Nestes meses é também o auge da temporada de férias na Europa. Se for nesta época, prepare-se para passar calor e pegar uma cidade lotada. Veja as temperaturas máximas e mínimas para cada mês do ano:

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[fonte: holiday-weather.com ]

As chuvas são mais ou menos distribuídas igualmente ao longo do ano, sendo junho, julho e agosto os meses que menos chovem. Por causa do frio, de novembro a abril a cidade fica mais vazia, e os preços dos hotéis mais baixos.

Como chegar em Florença

De avião

Nós chegamos a Florença de um voo da Suiça. O aeroporto fica há 30min do centro da cidade, e o jeito mais fácil e barato de ir do aeroporto até o centro turístico de Florença é usando o transporte público, através da linha expressa que liga o aeroporto ao centro. Custa apenas 6 euros por pessoa, para mais informações consulte este nosso post aqui.

De trem de Alta Velocidade

Outra maneira de ir a Florença é de trem bala. A viagem desde Roma é direta, com apenas 1h e 30min de duração. Nós fizemos este trecho, mas para sair de Florença e ir até Roma. Fomos nesse trem aí de baixo, um Frecciargento:

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Para consultar novos trajetos de outras cidades, em dias e horários específicos, consulte o site oficial da trenitalia clicando aqui. Capturei uma tela típica para este trecho, saído de Roma às 8:20 e chegando a Florença, na estação Santa Maria Novella, às 9:51.

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O legal de chegar de trem em Florença é que você já chega no centro da cidade, então é super prático. A viagem, além de rápida, é também barata, um trecho como pode sair por apenas 25 euros (os preços podem variar dependendo da época e horário).

Mapa das atrações turísticas

Marquei em um mapa do google todas as atrações citadas neste post e a estação de trem Santa Maria Novella, para você se localizar e organizar seu próprio roteiro:

Para ver um mapa das atrações turísticas integrado com todas as linhas de ônibus da cidade, consulte o site oficial da ataf clicando aqui.

É isso aí, vou ficando por aqui. E você, já visitou Florença? deixe suas dicas na caixa de comentários.

Vai viajar pela Itália? consulte todas as nossas dicas e matérias aqui.

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Até a próxima trip!


 

 

 

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