Série Pantanal – Corumbá, BR-262 e Estrada Parque 10



Este é o primeiro post de uma série de cinco que farei sobre o Pantanal. Fizemos essa viagem de carro. Ao todo, foram 9 dias. Ficamos hospedados em 3 fazendas (Xaraés, San Francisco e Pequi) e 1 parque hotel (Passo do Lontra). Andamos de carro e bicicleta na estrada parque, fizemos focagem noturna de animais em todas as fazendas, safari diurno, muitas trilhas, pescamos, andamos de barco, de dia e de noite, de canoa, etc. Explicarei esses passeios mais detalhadamente nos posts seguintes desta série.

Neste post vou tratar de duas importantes vias de acesso às fazendas pantaneiras: a BR-262 e a estrada parque. Foram nelas que tivemos nosso primeiro contato com a fauna pantaneira. E que contato! Minha esposa fica apavorada quando me deparo com animais selvagens. Não tiro a razão dela – às vezes me excedo um pouco:

Pantanal - BR-262 - Topa segurar o rabo desse jacaré?

Esse jacaré aí vimos na BR-262, embaixo de uma das inúmeras pontes da rodovia. Ahh, mas o bicho nem era tão selvagem assim, tinha até nome: gordo, gordo, vem gordo! ficava chamando por ele uma moradora local. Agora nosso astro – o jacaré gordo, de outro ângulo:

Pantanal - BR-262 - Jacaré gordo

O gordo e seus primos:

Os primos do jacaré gordo - Pantanal - BR-262

e toda a família dele – um pouco mais tímida – do outro lado da margem:

jacarés na BR-262 - Pantanal - Mato Grosso do Sul

Essa cena você vai ver aos montes quando for ao pantanal. Jacarés tomando sol, amontoados às margens de uma represa, lago ou rio… Eles parecem estar por toda a parte!

Nos despedimos então do gordo, e continuamos nossa viagem rumo a Corumbá. Passamos ao lado  do maciço de Urucum. Dali extrai-se ferro e manganês – deste último a maior reserva do Brasil. O maciço é explorado pela Companhia Vale do Rio Doce.

Maciço de Urucum visto da BR-262

Antes de chegarmos em Corumbá, fizemos um breve passeio no trecho norte da Estrada Parque (MS-228). O acesso fica a menos de 10km de Corumbá.

Placa de acesso a Estrada Parque pela BR-262  Maciço de Urucum visto da Estrada Parque - Pantanal

Uma ponte típica da estrada parque no pantanal. Há dezenas dela nessa estrada:

Ponte na estrada parque - pantanal sul

Ainda faltavam 20km até Porto da Manga – onde se atravessa de balsa o rio Paraguai – e nos deparamos com um trecho complicado. A água de um dos afluentes do Paraguai estava passando por sobre a estrada. Desci do carro, e meio desajeitado, fui conferir. Se estivéssemos em mais de um carro, teria arriscado. Mas como estávamos sozinhos e o dia chegando ao fim, demos meia volta e voltamos…

água invade Estrada Parque entre Corumbá e Porto da Manga - Pantanal

O pôr do sol no pantanal:

 O pôr do sol na estrada parque - pantanal Sol se põe atrás do maciço de Urucum - estrada parque - pantanal

Pôr do sol no pantanal - foto 02

Bom, chegamos em Corumbá e nos hospedamos no  Gold Fish por apenas 1 noite, só para dormir mesmo. O Hotel oferece passeios de barco pelo rio Paraguai, mas não fizemos, por falta de tempo.

No dia seguinte bem cedo, fomos a Puerto Quijarro, um vilarejo boliviano que fica na fronteira com o Brasil. É simples e tosco… na “imigração”, nenhum oficial – se é que havia algum por lá – pediu nossas identidades. Não tiramos fotos do lugar porque não levamos nossas máquinas fotográficas, com medo de sermos assaltados (paranóia de paulista).

Corumbá - placa para Bolívia

Comprei algumas blusas de frio, para contribuir com o comercio local – paguei R$35 em cada uma! eram simples mas muito boas. Ficamos em Puerto Quijarro apenas 1h, e então seguimos para nosso próximo destino: a Xaraés.

De carro, chega-se a fazenda Xaraés pela estrada Parque. Se fizer o caminho pelo trecho norte da estrada (o acesso fica 7 km de Corumbá), terá que pegar uma balsa em Porto de manga. Como no dia anterior constatamos um atoleiro 20 km antes da balsa, rumamos para o acesso sul, conhecido como “buraco das piranhas”.

Na estrada parque, cada ponte é uma atração turística, pelo menos para mim. Você verá dezenas de jacarés tomando sol!!

Estrada Parque - ponte - Pantanal Muitos jacarés tomando em ponte na Estrada Parque - Pantanal

Bom, chegamos ao fim deste primeiro post da série Pantanal. Próximo post: Fazenda Xaraés.   Até lá!

Abaixo deixo um mapa do google – de como chegar, nossos trajetos de carro e a localização das fazendas visitadas por nós no Pantanal (obs: nós chegamos a Corumbá saindo de saindo de Bonito, nossa trip anterior):


O mapa do google acima é interativo. Você pode clicar nos símbolos, dar zoom, colocar vista de satélite, etc…


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10 pensamentos em “Série Pantanal – Corumbá, BR-262 e Estrada Parque

  • Marcos

    Gustavo,

    Sensacional o seu blog ! Simplesmente o melhor de todos que li sobre o Pantanal e olha que foram muitos. Me tirou uma série de dúvidas, dentre elas o que cada fazenda tem a oferecer. Ainda assim, agradeceria se pudesse me tirar algumas dúvidas que ficaram. Qual o preço da Pousada Pequi ? As outras eu acho no site. Com relação à estrada Parque, estou muito preocupado de chover no meio do caminho e alagar, quando você foi ? Planejo ir em outubro. Por fim, se você tivesse apenas 4 noites, como montaria o roteiro ? Qual fazenda cortaria ? Desculpe se são muitas perguntas, mas pesquisei muito e não vi ninguém que teve essa experiência de se hospedar em várias fazendas e vir relatar. Ajudaria muito se respondesse. Abraços.

    • Gustavo Autor do post

      Obrigado, Marcos.
      – Preço da pousada pequi, entre em contato direto com eles em http://www.pousadapequi.com.br/contato tem email e telefone no rodapé da página.
      – Estrada Parque: O mês de outubro marca o final da estação seca. Os rios devem estar vazios nesta época. Nós fomos em agosto, e a estrada parque ainda tinha água cobrindo trechos da estrada. Depende muito de cada ano.
      – Como montar o roteiro com 4 noites… é mais difícil dizer, eu gostei de todas elas, cada uma tem uma tem algo que as outras não oferecem… pense também na logística, nos horários em que vai sair de uma fazenda e chegar na outra, se vai conseguir encaixar os passeios que quer fazer.
      Boa sorte, Gustavo.

    • Gustavo Autor do post

      Ana, o trecho São Paulo – Corumbá é todo em asfalto, tranquilo sem 4×4. Já a estrada parque por ser de terra e areia, as condições mudam com a época, chuvas, etc, o 4×4 te deixa mais seguro por alí.
      Boa trip!

  • Luiz Carlos Frank

    Gustavo, primeiramente agradeço sua generosidade em nos proporcionar tão bela experiência e relatório de viagem. Já fiz este passeio há 15 anos com meus filhos menores de idade. Pretendo fazer o mesmo trajeto em meados de novembro próximo com minha esposa. Vou utilizar todas as suas dicas de pousadas. Por acaso tomou conhecimento da Pousada Arara Azul as margens da Estrada Parque?
    Abraços.

  • Pedro Ivo Fonseca

    Parabéns pelos relatos está mu ajudando muito. Moro em Corumbá e não tenho um carro 4×4, meu carro é daqueles sedans meio baixo sabe? Daí tava querendo ir num day-use do passo da lontra, São Francisco ou Xaraés. qual dessas três vc me recomendaria para um day-use?

    Muito Obrigado desde já

    • Gustavo Autor do post

      Oi Pedro, quanto ao acesso, na Xaraés quando fomos tinha um banco de areia bem na entrada da fazenda, com risco de atolar no caso do seu carro (mas eles tinham um trator lá para puxar nesses casos). Já Passo do Lontra e San Francisco o acesso é bem tranquilo. Quanto ao Day use, temos posts específicos aqui no blog para cada uma dessas fazendas, recomendo a leitura, veja qual se encaixa mais no seu gosto. Boa sorte e boa viagem!

  • nathaly

    Olá Gustavo tudo bom
    Eu achei seu post um dos mais completos sobre a estrada parque! ficou muito boa a matéria
    Porem estou pensando em fazer uma viagem para o pantanal agora em novembro, e gostaria de saber se quando você abortou a passagem pelo alagamento da estrada parque você estava de 4×4? pois não consegui identificar seu carro , e estava tão fundo assim para vc não arriscar seguir viagem?
    segunda pergunta você chegou a passar também pela Estrada Parque Piraputanga?
    Valeu desde já pela informações

    • Erika

      Oi Nathaly, sim estávamos de 4×4 e desistimos porque não quisemos arriscar. Como ainda tinha muita estrada pela frente, podia estar pior ainda. Não estava tão fundo, mas ali tem pouco movimento e ficar preso naquele local ia ser bem complicado.
      Não lembro de termos passado nesse trecho da Estrada Parque que voce mencionou! Tenha uma boa viagem e pode deixar suas dicas aqui na volta!